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Em ato com Geraldo Alckmin, Simone Tebet oficializa filiação ao PSB para disputar o Senado em SP

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Simone Tebet formaliza filiação ao PSB para disputar o Senado em SP.

Foto: GloboNews

Ato para formalizar a filiação foi realizado nesta sexta-feira (27) na Alesp. Atual ministra do governo Lula, Tebet disse que deve deixar a pasta até o fim do mês de março para poder disputar as eleições

A ministra do Planejamento Simone Tebet formalizou nesta sexta-feira (27) a filiação ao Partido Socialista Brasileiro (PSB) em ato realizado na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp). Tebet deixa o MDB após quase 30 anos na sigla para disputar uma vaga no Senado.

O ato contou presença do vice-presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB), do ministro Márcio França (Empreendedorismo), do líder do PSB na Câmara Federal, Jonas Donizette, do presidente do PSB-SP, Caio França, e da presidente do PSB paulistano, Tabata Amaral, além de vereadores, prefeitos, vices e pré-candidatos.

A filiação da ministra foi celebrada com entusiasmo pelo partido. "Sem a coragem e compromisso democrático de vocês dois, Alckmin e Tebet, a história teria sido outra. E isso faz de hoje um dia tão simbólico. Essas duas lideranças que ajudaram a salvar a democracia em 2022 estão no mesmo partido e isso nos enche de orgulho. Querida Simone, por isso sua chegada é tão natural. Você traz a experiência de quem conhece o Brasil real", afirmou a presidente do PSB paulistano, Tabata Amaral.

O vice-presidente Geraldo Alckmin também discursou durante a filiação de Tebet e enfatizou que este ano os eleitores terão que escolher entre quem protege a democracia e quem defende a ditadura.

Também afirmou que o governo Lula é o governo da superação, fomento para a educação, saúde, meio ambiente, estrutura, e enalteceu a participação de Tebet nessas realizações.

Em seu discurso, Tebet ressaltou que nada é fácil para mulher na política. "Sou uma brasileira forjada num berço religioso. Ninguém é feliz vendo a infelicidade alheia, esse é o grande legado que eu recebo da minha mãe. E meu pai me ensinou que política é missão", afirmou.

A ministra defendeu a manutenção do atual vice-presidente na chapa de Lula e afirmou que o grupo político busca unidade para as próximas eleições.

“Eu defendo hoje que o vice-presidente continue, porque em time que está ganhando não se mexe, na vaga de pré-candidato a vice-presidente na campanha do presidente Lula”, disse.

Segundo ela, a composição da chapa deve priorizar quem tiver mais condições de somar politicamente. “Quem for melhor para chapa, a gente veio para somar, e a gente não vai dividir. Seja quem for que estiver ao meu lado como pré-candidato ou pré-candidata, e cada voto que eu pedir, eu vou pedir para o meu companheiro ou minha companheira de chapa.”

Questionada se prefere uma mulher como vice, Tebet afirmou que defende maior presença feminina, mas reconheceu limitações políticas.

“Eu prefiro mulher em todos os lugares nos espaços de poder, mas a gente sabe que entre o ideal e o possível a gente tem que ficar com possível. Nós temos a chapa forte, então, a chapa forte significa uma frente ampla que acho que é o que eu represento, o que o partido representa hoje".

Tebet também comentou sobre a regularização do domicílio eleitoral. “Eu já dei entrada no pedido de domicílio eleitoral e acredito que já tenha sido, claro que já tem os prazos mas é possível que já tenha sido deferido.”

Ao falar sobre o senador Flávio Bolsonaro, ela criticou o que chamou de atuação familiar na política. “Eu fui senadora por quatro anos com o Flávio, difícil conhecer na política uma família tão personalista. Nada é feito sem anuência ou a determinação do pai. Então, acho que isso explica muita coisa.”

Sobre a campanha, Tebet afirmou que pretende adotar um estilo simples e com poucos recursos.

“Com tênis no pé, camiseta, conversando. Eu só sei fazer campanha olhando no olho. só no que for verdade naquilo que eu acredito, mais nada. Vai ser uma campanha enxuta. Eu sei que eu venho no partido com pouco fundo e me trouxe até aqui mesmo sabendo que teria pouco fundo eleitoral, porque não é de dinheiro é que nós temos que falar é exatamente o excesso do fundo partidário que está criando toda essa gama de corrupção vergonhosa e afastando os jovens da política brasileira

Ela também respondeu a declarações do prefeito Ricardo Nunes de que o movimento ocorre após ordem de Lula e negou qualquer tipo de influência sobre sua atuação.

“Primeiro que está para nascer o homem que vai medir direcionar ou fazer de mim uma marionete. O meu pai até que tentou, mas ele falava com o jeitinho e eu atendia. Mas fora isso está para nascer o homem. É mais fácil atender um pedido da Tabata, da Marina, das nossas mulheres, do que qualquer autoridade masculina de outro e desse país, com todo respeito. Eu tenho o maior respeito pelo presidente Lula e sim, eu vim a São Paulo pelo pedido do presidente Lula e por um pedido do Alckmin. Eles pediram que eu viesse para o Senado Federal".

E complementou: "Ricardo, você foi absolutamente deselegante com as mulheres brasileiras e você sabe do carinho que eu tenho por você. Então, eu paro por aqui em relação a isso. Não é forma de se fazer política, não é forma agressiva de si de dar exemplo para as mulheres.”

Tebet estava no MDB desde 1997 e construiu toda a sua trajetória política na legenda, pela qual foi senadora e candidata à Presidência da República em 2022. Agora, ao migrar para o PSB, ela passa a integrar o mesmo partido do vice-presidente da República, Geraldo Alckmin.

No dia 12, a ministra já havia anunciado que vai disputar uma das vagas ao Senado por São Paulo. A declaração foi feita durante o Fórum Nacional de Secretários Estaduais de Planejamento, realizado em Campo Grande (MS).

Em comunicado à imprensa, o partido afirmou que "celebra a filiação de Simone Tebet com entusiasmo, respeito e senso de responsabilidade histórica. Sua decisão honra o nosso partido e engrandece um grupo político que almeja construir o futuro do país". "Simone traz consigo uma combinação rara na vida pública brasileira: firmeza moral, experiência institucional, capacidade de dialogar com o Brasil real, coragem cívica e compromisso democrático. Advogada, professora, prefeita reeleita com 76% dos votos, vice-governadora, senadora, candidata à Presidência da República e ministra do Planejamento", diz um trecho da nota.

Candidata a senadora

Na última semana, Tebet disse que ainda não há data definida para entregar o cargo no ministério, mas a previsão é confirmar sua saída até o fim de março.

"São Paulo é atravessar um rio, é atravessar uma ponte, é onde fiz meu mestrado, onde tive projeção política. (...) Política é missão, e eu vou com muita tranquilidade disputar um processo eleitoral que eu entendo muito importante para o Brasil", disse Tebet

Ainda de acordo com a ministra, conversas vinham sendo feitas com o presidente Luis Inácio Lula da Silva e o vice, Geraldo Alckmin.

"Tem seis meses que eu tenho sido provocada positivamente de que preciso cumprir um papel em nome do país. E quando isso chegou até mim, eu fui investigar a razão dessa convocação. E, para a minha grata surpresa, fui ver, inclusive, que São Paulo tinha me dado mais de um terço dos votos para presidente da República. Foi onde eu tive mais votos, é onde eu tenho mais acentuação", destaca Tebet.

Fonte: g1.globo.com

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