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Jesse Jackson, líder dos direitos civis que foi candidato à presidência dos EUA, morre aos 84 anos

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Reverendo Jesse Jackson em foto de 2021.

Foto: REUTERS/Evelyn Hockstein/File Photo

Pastor batista e aliado de Martin Luther King Jr., ele foi uma das principais vozes do movimento pelos direitos civis e disputou duas vezes a indicação presidencial democrata nos EUA

O líder dos direitos civis dos Estados Unidos, Jesse Jackson morreu aos 84 anos, informou sua família em um comunicado nesta terça-feira.

Jackson foi um pastor batista criado no sul segregado dos Estados Unidos, que se tornou próximo de Martin Luther King Jr.

Em vida, ele concorreu duas vezes à indicação presidencial democrata. Ao longo da vida, Jackson atuou em negociações diplomáticas, missões humanitárias e campanhas contra a discriminação racial, deixando um legado marcado pela defesa dos direitos civis nos Estados Unidos.

"Nosso pai era um líder servidor - não apenas para nossa família, mas para os oprimidos, os sem voz e os marginalizados em todo o mundo", disse a família Jackson .

Quem era Jesse Jackson

Jesse Jackson foi um proeminente ativista dos direitos civis que concorreu duas vezes à nomeação do Partido Democrata para presidente, em 1984 e 1988.

Nascido em 8 de outubro de 1941 em Greenville, Carolina do Sul, Jackson envolveu-se na política desde cedo.

Ele ganhou destaque na década de 1960 como líder da Conferência de Liderança Cristã do Sul, de Martin Luther King.

Jackson estava presente com King quando este foi assassinado em Memphis em 1968.

Ele lançou duas organizações de justiça social e ativismo: a Operation PUSH em 1971 e a National Rainbow Coalition doze anos depois.

Veja a declaração da família Jackson:

É com profunda tristeza que anunciamos o falecimento do líder dos direitos civis e fundador da Rainbow PUSH Coalition, o reverendo Jesse Louis Jackson Sr. Ele morreu pacificamente na manhã de terça-feira, cercado por sua família.

Seu compromisso inabalável com a justiça, a igualdade e os direitos humanos ajudou a moldar um movimento global por liberdade e dignidade. Incansável agente de transformação, ele deu voz aos que não eram ouvidos — desde sua campanha presidencial nos anos 1980 até a mobilização de milhões de pessoas para se registrarem para votar, deixando uma marca indelével na história.

O reverendo Jackson deixa a esposa, Jacqueline; os filhos Santita, Jesse Jr., Jonathan, Yusef e Jacqueline; a filha Ashley Jackson; e netos. Ele foi precedido na morte por sua mãe, Helen Burns Jackson; seu pai, Noah Louis Robinson; e seu padrasto, Charles Henry Jackson.

“Nosso pai foi um líder servidor — não apenas para nossa família, mas para os oprimidos, os sem voz e os esquecidos ao redor do mundo”, afirmou a família Jackson. “Nós o compartilhamos com o mundo e, em troca, o mundo tornou-se parte de nossa família estendida. Sua crença inabalável na justiça, na igualdade e no amor elevou milhões de pessoas, e pedimos que honrem sua memória continuando a luta pelos valores que ele viveu.”

Fonte: g1.globo.com

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