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Mudança nas regras encarece gastos com combustível na F1; veja custos para encher o tanque

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Mudança faz parte do "pacotão" de novidades para 2026.

Foto: Steven Tee/LAT Images

Energia 100% sustentável será usada pela primeira vez nesta temporada. Mudança faz parte de "pacotão" de novidades para 2026

Velozes, tecnológicos e agora sustentáveis. Os carros da Fórmula 1 para a temporada 2026 usarão, pela primeira vez na história, um combustível 100% renovável. A medida reforça o compromisso da categoria de se tornar "carbono zero" até 2030, e faz parte de um pacote de mudanças nos carros para esta temporada. Mas, na prática, como essa mudança afeta os cofres das equipes? O ge te conta.

A transmissão das sessões de sábado começa às 22h30 (horário de Brasília) desta sexta-feira (6) no sportv 3. O ge.globo acompanha em tempo real. O treino de classificação acontece às 2h de sábado (7). A primeira corrida da temporada 2026 da Fórmula 1 no circuito de Melbourne será transmitida ao vivo pela TV Globo, pelo sportv 3 e pelo ge a partir da 0h15 na madrugada de sábado (7) para domingo (8).

Com a mudança no regulamento, que elimina os combustíveis fósseis da categoria, os carros da Fórmula 1 reduzirão até 60% das emissões dos gases de efeito estufa. No entanto, a nova composição, produzida de forma sintética a partir da captura de carbono, não sairá barata. Um litro do novo combustível sustentável pode variar de US$ 170 a US$ 300 (R$ 895 a R$1580, na cotação atual).

O diretor técnico da Federação Internacional de Automobilismo (FIA), o francês Jan Monchaux, explica que o preço "salgado" é um reflexo da qualidade e da inovação tecnológica que esse produto traz para a categoria, que tem demonstrado interesse em reduzir os impactos ambientais.

— Por ser um produto tão elaborado e produzido em pouca quantidade, o custo é alto. A Fórmula 1 é um laboratório, uma vitrine para as tecnologias que serão desenvolvidas para os carros de rua — disse.

O tanque dos carros da Fórmula 1 tem capacidade para 100 litros, o suficiente para completar qualquer prova do circuito mundial atual. Ou seja, para encher o tanque, cada carro gasta até US$ 30 mil (mais de R$ 150 mil). Como cada equipe é composta por dois pilotos, a conta é pensada em dobro.

No GP da Austrália - que abre a temporada 2026 no próximo domingo - a soma total envolvendo os 22 carros do grid pode chegar a US$ 660 mil (R$ 3,4 milhões). Ao final da temporada, os valores totais podem superar os US$ 15,8 milhões (R$ 83,4 milhões).

Fonte: ge.globo.com

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