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Operações nacionais levam 138 agressores à prisão em Mato Grosso do Sul

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Durante 15 dias, a operação Mulher Segura mobilizou 38.564 agentes de segurança, com apoio de 14.796 viaturas, em 2.050 municípios brasileiros.

Foto: Divulgação/Polícia Civil do Rio Grande do Sul

Ações integradas das forças de segurança fazem parte de pacto entre os Três Poderes para enfrentar feminicídio

Nas últimas semanas, operações nacionais voltadas ao combate da violência contra mulheres e meninas resultaram na prisão de 138 pessoas em Mato Grosso do Sul. As detenções ocorreram durante duas ações coordenadas pelo Governo Federal em parceria com forças de segurança estaduais e federais.

A maior parte das prisões ocorreu na Operação Mulher Segura, realizada entre 19 de fevereiro e 5 de março, que terminou com 121 pessoas presas no Estado. Já a Operação Alerta Lilás II, conduzida pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) no mesmo período, resultou em 17 prisões em rodovias federais que cortam Mato Grosso do Sul, todas relacionadas a crimes de violência contra mulheres.

As duas mobilizações fazem parte do Pacto Brasil entre os Três Poderes para Enfrentamento do Feminicídio, estratégia nacional que reúne Executivo, Legislativo e Judiciário com o objetivo de fortalecer a prevenção da violência de gênero, ampliar a proteção às vítimas e garantir que agressores sejam responsabilizados.

Ações em todo o país

No cenário nacional, as operações somaram 5.238 prisões ligadas a crimes de violência contra mulheres.

A Operação Mulher Segura respondeu por 4.936 detenções, sendo 3.199 em flagrante e 1.737 por cumprimento de mandados judiciais. Já a Operação Alerta Lilás resultou em 302 prisões, realizadas tanto por flagrante quanto por mandados expedidos pela Justiça.

Coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, por meio da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), a Operação Mulher Segura mobilizou uma grande estrutura em todo o país. Durante 15 dias, participaram 38.564 agentes, com apoio de 14.796 viaturas, atuando em 2.050 municípios brasileiros.

Nesse período, as equipes realizaram 42.339 diligências, acompanharam 18.002 medidas protetivas de urgência e prestaram atendimento direto a 24.337 vítimas.

Prevenção e conscientização

Além das ações repressivas, a mobilização também teve foco preventivo. Em todo o país, foram promovidas 1.802 campanhas de conscientização, alcançando cerca de 2,2 milhões de pessoas com orientações e informações sobre violência de gênero.

Para ampliar a presença das forças de segurança nas operações, o Ministério da Justiça destinou aproximadamente R$ 2,6 milhões para pagamento de diárias a policiais, reforçando o efetivo empregado nas ações.

A iniciativa integra o Projeto VIPS — Vulnerabilizados Institucionalmente Protegidos e Seguros, que busca fortalecer políticas públicas voltadas à proteção de grupos vulneráveis.

Maior operação da PRF

Paralelamente à mobilização nos estados, a Polícia Rodoviária Federal realizou a Operação Alerta Lilás, considerada a maior ação da história da instituição voltada à proteção de mulheres.

Entre 9 de fevereiro e 5 de março, agentes intensificaram fiscalizações e ações de inteligência em rodovias federais de todo o país para localizar e prender agressores procurados pela Justiça.

Das 302 prisões registradas, 119 (39,4%) tiveram participação direta do setor de inteligência da PRF, enquanto 183 (60,6%) ocorreram em flagrantes durante abordagens realizadas pelo efetivo operacional.

Estratégia nacional contra feminicídio

As duas operações fazem parte do plano de trabalho apresentado pelo Comitê Interinstitucional de Gestão do Pacto Brasil para Enfrentamento do Feminicídio, que organiza ações conjuntas para enfrentar a violência contra mulheres no país.

Entre as medidas previstas estão mutirões nacionais para cumprimento de mandados de prisão de agressores, fortalecimento da rede de acolhimento às vítimas e maior integração entre órgãos de segurança e justiça.

O plano também prevê acelerar a concessão e o monitoramento de medidas protetivas de urgência, ampliar ações educativas de prevenção e criar novas estruturas de apoio, como unidades móveis de atendimento a mulheres em situação de violência e um Centro Integrado Mulher Segura, destinado ao monitoramento de dados e políticas públicas voltadas à proteção feminina.

Fonte:campograndenews.com.br

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