Notícia

Preso por matar modelo no RJ e morto em cela era de MS

Compartilhar:
Cover Image

O casal mantinha um relacionamento há cerca de três meses.

Foto: Reprodução

Endreo Lincoln já tinha ficha criminal desde 2011, quando atropelou um policial e tentou fugir do local

Endreo Lincoln Ferreira da Cunha, preso em flagrante pela morte da modelo Ana Luiza Mateus, de 29 anos, era natural de Mato Grosso do Sul. Após a prisão, o suspeito foi encontrado morto na tarde de ontem (22) dentro de uma cela na Delegacia de Homicídios da Capital (DHC), no Rio de Janeiro. Segundo a Polícia Civil, o homem se enforcou com uma bermuda.

Durante as investigações após a morte da modelo baiana, o suspeito se apresentou utilizando um documento de identificação em nome do irmão, que mora no Paraná.

De acordo com delegado Renato Martins, durante o depoimento, Endreo afirmou ser “culpado” pela morte, embora não tenha admitido diretamente a autoria do crime.

“Ele dizia não ter cometido o ato, mas repetia que era o culpado, independentemente disso. Também relatou comportamentos abusivos, com agressões morais e psicológicas contra a vítima”, explicou o delegado.

O casal mantinha um relacionamento há cerca de três meses. O suspeito afirmou que a última discussão ocorreu após a modelo querer terminar o namoro.

Testemunhas relataram que ambos chegaram discutindo ao condomínio de luxo Alfapark, na Barra da Tijuca. Após o desentendimento, ele deixou o local, mas retornou pouco tempo depois.

Segundo os funcionários do prédio, eles orientaram Ana Luiza a sair do apartamento caso o namorado voltasse. A modelo afirmou que viajaria de volta para sua casa na Bahia no dia seguinte e já tinha passagem comprada.

Porém, o feminicídio acabou ocorrendo antes dela viajar e a modelo foi encontrada morta por volta das 5h30, após cair do 13º andar do edifício.

A polícia apura a possibilidade de que o suspeito tenha alterado a cena antes de deixar o local.

Relatos de testemunhas e mensagens analisadas pela Polícia Civil reforçam que o relacionamento era abusivo e marcado por episódios de ciúmes excessivos.

Histórico criminal

Em 2011, Endreo Lincoln foi preso e condenado a três anos de prisão em regime aberto por atropelar um policial civil, na saída de uma festa. Ele tentou fugir do local, mas foi baleado pelo policial.

Além disso, Endreo também foi preso preventivamente suspeito de cometer crimes contra uma ex-namorada. Ele era suspeito de ter praticado estupro, sequestro, cárcere privado e lesão corporal contra a mulher, em Campo Grande.

Um outro caso foi em junho de 2019, quando foi baleado pelo próprio pai após uma briga. O homem alegou ter agido em legítima defesa, afirmando que disparou contra o filho após o rapaz tentar invadir sua casa. Na época, Endreo dizia que tinha uma dívida de R$ 2 milhões com o pai, mas a defesa dele contestou a informação e afirmou que o filho exigia R$ 200 mil para cursar Medicina no Paraguai.

Fonte: correiodoestado.com.br

Compartilhar:

Comentários

sem comentários

Faça login ou cadastro para poder comentar

MATÉRIAS RELACIONADAS

Cover Image

Polícia apreende estoque de tênis falsificados em lojas de Campo Grande

Operação foi realizada em duas lojas que vendiam produtos importados a preços muito abaixo do de mercado

Saiba mais
Cover Image

Estudantes de Medicina são usados por traficantes para a entrada de cocaína no País

Operação da Polícia Federal identificou que quadrilha utilizava equipamentos médicos para o transporte da droga na fronteira

Saiba mais
Cover Image

Entenda como acesso ao LinkedIn levou à prisão de Filipe Martins

Ex-assessor presidencial estava proibido de usar redes, mas defesa admitiu ao STF que utilizou perfil

Saiba mais
Cover Image

PF faz operação contra esquema que movimentou R$ 1,6 bilhão

Cantores e influenciadores estão entre investigados

Saiba mais
Cover Image

Operação apreende quase 1 tonelada de emagrecedores irregulares avaliados em R$ 10 milhões

Fiscalização contínua identifica envio escondido em encomendas e até alimentos para burlar controle sanitário

Saiba mais
Cover Image

Governo lança programa de R$ 11 bilhões contra o crime organizado

Um dos eixos é a asfixia financeira das organizações criminosas

Saiba mais