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Sobe para 65 o número de mortos em incêndio em complexo de arranha-céus em Hong Kong

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Homem reage a incêndio em conjunto de arranha-céus em Hong Kong em 26 de novembro de 2025.

Foto: REUTERS/Tyrone Siu

Centenas de pessoas ainda estão desaparecidas.

Centenas de pessoas ainda estão desaparecidas. Moradores ficaram presos dentro dos prédios residenciais, segundo o corpo de bombeiros, e chamas ainda não foram contidas. Suspeita é de fogo na estrutura do andaime, feita de bambu.

Um incêndio de grandes proporções atingiu diversos arranha-céus de um complexo residencial em Hong Kong na quarta-feira (26) e deixou 65 mortos e pelo menos 72 feridos, segundo a imprensa e autoridades locai.

O fogo, o mais mortal na cidade em três décadas, continuava sendo combatido nesta quinta-feira (27), elo segundo dia consecutivo. Três pessoas foram presas suspeitas de envolvimento no incêndio.

Quase 300 pessoas continuavam desaparecidas até a última atualização desta reportagem, e muitas delas permaneciam presas nos prédios em chamas, segundo o Corpo de Bombeiros.

Um dia após o início do incêndio, os bombeiros continuavam trabalhando no resgate das vítimas. O complexo que pegou fogo tem oito torres.

Autoridades disseram em entrevista coletiva que 51 pessoas morreram no local e outras quatro morreram no hospital. Os feridos sofreram queimaduras e lesões por inalação.

Eles acrescentaram que o fogo em quatro dos oito blocos do complexo foi apagado e que três focos estavam sob controle. Um prédio não foi atingido.

A causa do incêndio está sendo investigada, mas as autoridades acreditam que o fogo se espalhou rapidamente por telas de construção verdes e andaimes de bambu que estavam sendo usados em obras de reforma.

A polícia informou que as telas não atendiam aos padrões de segurança contra incêndio. Três homens da construtora responsáveis pela obra foram presos sob suspeita de homicídio culposo — quando não há a intenção de matar.

"Temos motivos para acreditar que os responsáveis ​​da empresa foram extremamente negligentes, o que levou a este acidente e fez com que o incêndio se alastrasse descontroladamente, resultando em um grande número de vítimas", disse Eileen Chung, superintendente da polícia de Hong Kong.

Nesta quinta-feira (27), a polícia realizou buscas no escritório da Prestige Construction & Engineering Company, que, segundo a Associated Press (AP News), era responsável pelas reformas no complexo de torres. De acordo com a mídia local, a polícia apreendeu caixas de documentos como provas.

O complexo, localizado no distrito de Tai Po, possui cerca de dois mil apartamentos e abriga cerca de 4,6 mil moradores, segundo um censo realizado pelo governo em 2021. Cada uma das oito torres tem mais de 30 andares.

Um bombeiro está entre os mortos, segundo a rede britânica "BBC", e outros também ficaram feridos durante o combate às chamas.

Um porta-voz dos bombeiros afirmou que havia "muita preocupação" pela temperatura dentro dos prédios, que estava muito alta e dificultava a entrada nos edifícios para realizar trabalhos de resgate.

O incêndio

O Departamento de Bombeiros disse ter recebido o chamado às 3h51 no horário de Brasília (14h51, no horário local) sobre o incêndio. Centenas de agentes foram mobilizados.

Horas após o início do combate às chamas, a pasta elevou o alerta para o nível 5, o mais alto da escala. Outros 400 policiais foram mobilizados, segundo o governo.

O Departamento de Transportes de Hong Kong informou que, devido ao incêndio, uma seção inteira da rodovia Tai Po foi fechada, e linhas de ônibus estão sendo desviadas.

A polícia chegou a isolar dois quarteirões vizinhos ao condomínio de prédios por conta do incêndio, que depois foram liberados.

Hong Kong tem histórico de incêndios graves. O último de grande impacto ocorreu em 1996, quando 41 pessoas morreram após um fogo causado por soldagem durante reformas internas. O episódio levou a mudanças nas regras de construção e segurança contra incêndios em prédios altos.

O uso de andaimes de bambu — tradicional na arquitetura chinesa e ainda comum em Hong Kong — está sendo reduzido após 22 mortes envolvendo trabalhadores entre 2019 e 2024. Pelo menos três incêndios com esse tipo de estrutura foram registrados neste ano, segundo uma associação de vítimas de acidentes industriais.

Fonte: g1.globo.com

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